STRESS Teste seu nível de stress
O que é Stress?
O estresse é uma estimulação pontual – agressiva ou não – que produz um conjunto de reações no organismo, implicando respostas neuronais, neuroendócrinas, metabólicas e comportamentais. Essas respostas se organizam na Síndrome Geral de Adaptação ao Estresse, o que permite ao organismo adaptar-se para enfrentar o agente estressor, ou seja, qualquer nova situação. Toda a sensação que coloca o corpo em estado de alerta, um pensamento que seja, torna o indivíduo mais vigilante, provoca aceleração de respiração e da circulação, além de aumentar o metabolismo, a secreção de hormônios e de neurotransmissores.
Diante de tal situação o indivíduo se prepara para lutar ou fugir. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência. É a reação ao estresse, uma resposta global do organismo, independentemente da natureza e da causa da agressão. De fato, todo agente estressor, físico ou psicológico, agradável ou não, provoca uma resposta global do corpo, idêntica e estereotipada: reação dos sistemas nervoso, endócrino, orgânico, vascular, muscular etc.
A reação ao estresse é, em princípio, normal, positiva, que visa mobilizar o potencial de ação do corpo. Mas a sua intensidade e, sobretudo, a sua duração conduzem ao esgotamento e à doença.
O estresse não é um fenômeno recente. Sempre existiu. Nas sociedades o homem era confrontado com perigos físicos. Ele lutava ou fugia e despendia a energia mobilizada e acumulada em seu organismo. Nas sociedades modernas, o homem é submetido permanentemente a situações estressantes as quais, por diversas razões, algumas de natureza social, não pode reagir. Toda essa emoção acumulada gera alterações fisiológicas. A resposta a essas “agressões emocionais” depende muito mais da nossa maneira de interpretá-las e de nos adaptar a elas do que das próprias agressões em si. Ora, se não é possível transformar o meio à nossa volta, há como compensar as conseqüências físicas do estresse, preservar o equilíbrio interior e, por conseqüência, o nosso grande capital, que é a saúde.
Reconhecendo o agente estressor
A resposta do organismo ao agente estressor põe em jogo uma estrutura formada pelo córtex cerebral, cérebro emocional, nervos do sistema nervoso autônomo e o sistema endócrino. Estes captam o estresse do meio ou aquele produzido pelo próprio corpo, como, por exemplo, a partir de pensamentos negativos, de acordo com três fases:
- recepção do agente estressor pelos órgãos sensoriais e suas inervações;
- programação da reação ao estresse ao nível do córtex e sistema límbico, que utilizam a
memória de experiências passadas, a fim de elaborar uma resposta adaptada;
- início da resposta d organismo via cérebro emocional-hipotálamo que ativa o sistema simpático e as glândulas supra-renais.
Quais são as principais causas do estresse
Suas causas devem ser procuradas em tudo o que modifica as condições de existência. A lista é longa. Também é importante hierarquizar essas causas, o que é muito difícil, por que cada indivíduo reage de maneira diferente. E, o que é mais complicado, um mesmo fator de estresse pode variar de acordo com o momento (por exemplo, à noite, quando uma pessoa está exausta e se prepara para dormir, pode se estressar diante de um problema profissional, mais s sentira mais estimulada e talvez o administre melhor em outra ocasião).
O ideal é que cada um procure as causas que lhe são próprias. Mas, para que este exercício seja realmente proveitoso, é bom registrar por escrito as observações sobre o estresse vivido. Este método tem a vantagem de assegurar o registro de eventos importantes do ponto de vista do estresse e, ainda, de fornecer material de análise por um longo período. Nesse ponto, é bom lembrar, a memória deforma e seleciona subjetivamente.
Neste sentido, são esclarecedores alguns estudos feitos em empresas brasileiras e estrangeiras. Eles apontam como uma das principais causas do estresse os conflitos entre as pessoas e não, como muitos pensam, a quantidade excessiva de trabalho ou o telefone que toca sem parar. Reagimos aos agentes estressores, em função de inúmeras variáveis. As mais comuns são:
CAUSAS FÍSICAS:
- fome, sede, condições climáticas;
- poluição, barulho;
- excesso de trabalho, cansaço;
- perturbações dos ritmos biológicos;
- desequilíbrios alimentares;
- constituição física;
- hereditariedade.
CAUSAS PSÍQUICAS:
- personalidade;
- histórico de doenças;
- estilo de vida;
- educação recebida;
- afetividade domeio;
- maneira pessoal de perceber o mundo e de reagir.
É possível se estressar sozinho?
Sim, aliás, é o que ocorre na maior parte dos casos. O acontecimento exterior é apenas o fator desencadeador do estresse. Toda a seqüência do processo deve ser pesquisada no íntimo da própria pessoa. Muito frequentemente, o estresse tem a sua origem numa avaliação inadequada da realidade; sempre que os nossos desejos entram em choque com ela, há uma situação estressante. Os especialistas falam então de distorções cognitivas. Essa distância entre o que é e o que se acredita ver, ou o que se gostaria de ver, é o principal amplificador do estresse.
Como identificar
O estresse excessivo, diante das exigências e tensões da vida, se traduz em nosso corpo em bloqueios, desequilíbrios, dores, insônias e doenças. Como citado, o hipotálamo situado no cérebro emocional regula o funcionamento do sistema nervoso simpático, comanda as reações do sistema endócrino por intermédio da hipófise e determina a somatização das emoções. Sabemos que os pensamentos e as emoções influenciam o corpo e vice-versa. Assim, os sintomas físicos do estresse nada mais são que a transferência, para o corpo, de um conflito de natureza emocional.
Podemos listar três categorias de sintomas considerados como indicadores de estresse:
EMOCIONAIS:
- insatisfação, tristeza, apatia;
- ansiedade, falta de autoconfiança;
- irritabilidade, desconfiança, arrogância, agressividade, revolta, raiva;
- fadiga intelectual, dificuldade de concentração.
COMPORTAMENTAIS:
- isolamento, distanciamento do trabalho e das responsabilidades;
- excesso de toda ordem: álcool, fumo, drogas;
- separações conjugais;
- dificuldade para gerenciar a própria vida; cuidar de si, dos seus e de seus bens.
FÍSICOS:
- fadiga, insônia, dores generalizadas, distúrbios digestivos, alterações circulatórias;
- esgotamento físico;
- doenças freqüentes;
Fonte de Matéria:
O Cérebro Emocional
Gilberto Ururahy & Eric Albert
Editora Rocco Ltda.
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